Bailam corujas e pirilampos entre os sacis e as fadas

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Eu já acreditei em duendes. Eu já fiz briguei com amigos por causa do Diário de um Mago do Paulo Coelho. Eu faço promessa e cumpro. Eu já me consultei com astrólogo e mudei de planos por causa de um mapa astral. Deu tudo errado. Perdi uma viagem incrível para Portugal. Perdi a oportunidade de apresentar um paper internacional e achei que estava pirando. Faz tempo. Parei de ler Paulo Coelho. Sigo fazendo promessa. Nunca mais fiz mapa astral, mas de vez em quando leio a Susan Miller. Sigo acreditando. Acredito em insight, feeling, intuição e em sincronicidade.

Quanto mais eu acredito, mais acontece. Aconteceu no dia em que tive a ideia de criar o blog “claudiagiudiceemavidasemcrachá” que me trouxe até aqui e ao meu livro. Aconteceu quando falei com as pessoas certas, na hora certa. Hoje a mágica produziu fiat lux novamente. Em dose tripla.

Há um mês, fiz uma viagem de pesquisa e benchmarking. Durante aquele final de semana, fora do meu cotidiano e do meu trabalho, minha sócia sugeriu que eu fotografasse os casamentos que acontecem na pousada. Achei a ideia genial e fui à luta. Falei com amigos, fiz um workshop, entrevistas e pesquisas. Decidi viajar para comprar equipamento fotográfico. Comprei passagem a preço módico e embarco amanhã.

Enquanto caminho com o cão pela rua, ligo o celular e vejo uma mensagem. Comprida, criativa e carinhosa. Um amigo querido retoma uma ideia, um projeto que agora parece perfeito e maduro para acontecer.

– Você só precisa de uma câmera e de um bom microfone!

Bingo! A câmera já estava na lista. Só faltava o microfone. Por favor, qual eu compro? Posso te ligar? Ligo. Falamos. Planejamos. O projeto cauda longa já ganhou outra extensão. Custo amortizado. Retorno sobre o investimento com prazo reduzido. Chance de sucesso duplicada. Chego em casa e comento sobre o email e a conversa. Todos se animam e vejo um vídeo no youtube tosco que mostra que tudo é possível com uma boa ideia e uma câmera canon Mark III na mão.

O celular apita. Pelo Messenger, outra amiga fala de vídeo. De cinema. Pergunta se eu quero gravar depoimentos no lançamento do livro. Sugere que podemos aproveitar o evento para produzir conteúdo para outro projeto… Fico tão animada que misturo as ideias. Junto lé com cré e aumento a minha lista de compras na B&H. Agora, além de um microfone direto e outro de lapela, quero uma go pro como a do personagem do ator Adam Driver no filme Enquanto Somos Jovens.

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Enquanto escrevo, sinto um frisson adolescente. A vida sem crachá me apresenta mais duas novas oportunidades de trabalho e produção de conteúdo. Preciso estudar, preciso aprender, o que é excitante e interessante também. Lá fora, a lua minguante deixa a noite clara. Se não fosse o barulho dos carros tirando racha na Faria Lima, acho que poderia ouvir a folia dos pirilamoos, sacis, corujas e fadas. Estão felizes com a pequena bruxaria.

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11 comentários sobre “Bailam corujas e pirilampos entre os sacis e as fadas

    1. Elena, obrigada por sua mensagem. Quando comecei o projeto da pousada eu tinha crachá. Me dividi por quase 4 anos. Deu certo e foi importante por causa da segurança financeira. Pude investir e não fiz dívidas. No mais, te desejo muito sucesso. Me avise do lançamento do livro.

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  1. Ola Claudia,

    Tudo bom?

    Eu topei com o lançamento do seu livro no Facebook de um amigo. E se você me permite: Caramba, que história!

    Tenho 30 anos, esposa e filhos que amo, trabalho com TI em uma multinacional de tecnologia. E há tempos já, venho pensando em um modo de me libertar desse modo de vida corporativo 5×2-9ás6-deadline-pressao que nos suga, faz com que todo o nosso melhor fique no trabalho e deixe apenas o cansaço no final do dia. Que rouba o que há de melhor em nós – até mesmo nossa saúde.

    Não deixa de ser curioso também você mencionar fotografia, pois hoje este é talvez meu maior Plano-B. Aproveito as viagens corporativas pra comprar os equipamentos e mergulho nos estudos sempre que consigo. Wedding photography é um ramo sensacional e se fosse um dia tentar algo nesta área, certamente gostaria de quebrar um pouco o paradigma do tipo de foto que estamos acostumados a ver por aqui. Dê uma olhada nas fotos de um cara chamado Cliff Mautner e você vai sacar o que eu quero dizer 😉

    Abraços e boa sorte! 😉

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