Os amigos são a minha cauda longa

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Hoje, recebi um zilhão de mensagens carinhosas de pessoas queridas comemorando o dia do amigo. Sou chata e odeio essas datas. A que eu mais detesto é o dia da Mulher, que me lembra que sou igual ao Mico Leão Dourado em termos de fraqueza e fragilidade políticas, apesar de pertencer ao gênero mais populoso do mundo. Hoje passei o dia pensando sobre o significado de “cauda longa”, o tal do mercado diversificado e de nichos, e de como só pensei em ter uma quando a necessidade falou mais alto. Agora, a poucos minutos de amanhã, tive uma luz. Melhor, vi uma luz. Os amigos foram e são a minha cauda longa, sempre. Vou explicar.

Vamos aos fatos. A pousada A Capela, meu dileto plano A, inaugurou há dois anos e meio com 100% de ocupação graças à reserva de amigos, que serviram de apoio, esteio e cobaias. João, Georgia, Vanessa, Juju, Patrícia e Cida sobreviveram a nossa inexperiência e nos ajudaram a melhorar muito. Eram queridos. Eram nichados. Depois deles, vieram mil outros. São carinhosos, verdadeiros e inspiradores. Perdoam nossas falhas. Colaboram com críticas e ajudam ao compartilhar a experiência da nossa hospedagem. Estão por perto sempre. Sem eles não haveria nem plano A, B ou C.

Falo disso no meu livro A Vida Sem Crachá, editado pelos também amicíssimos Carol e Kaíke, que será lançado no dia 25 de agosto na livraria do Shopping Iguatemi de São Paulo e que dependerá dos amigos para entrar na lista dos mais vendidos. Preciso de todos para superar o medo e o trama de ficar lá sozinha.

Hoje, no dia do amigo, fechei o meu primeiro trabalho de consultoria em gestão de pousadas. A cliente é uma amiga de mais de 30 anos, Lina Albuquerque, que está acreditando nessa minha nova competência. Sem ela, a cauda longa da minha vida sem crachá seguiria um cotoco. A mesma motivação vem do amigo Nélio, outro companheiro de longa data, que está batalhando por uma palestra em BH para esticar os tentáculos dessa que vos escreve. Consultora e palestrante são a minha cauda particular.

O rabo comprido e vistoso também é um desejo da pousada. Graças a sugestão da minha amiga e sócia Nil, começamos hoje a fazer serviço de transfer do aeroporto para a pousada. E da pousada para o aeroporto. Em breve, teremos um cardápio que incluirá passeio de barco, aluguel de carro e buggy e serviço de massagem e manicure para os hóspedes. Mais moedas no caixa. Mais atenção e dedicação aos clientes.

Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito. Com a ajuda dos meus amigos fotógrafos, Camila, Nellie, André, Fábio e Sérgio, vou reaprender a fotografar no modo digital a partir deste segundo semestre. O foco é, novamente, a cauda longa. Desejo fotografar para os casamentos da pousada a partir de 2016. Um desafio e tanto. Um aprendizado do tamanho do mundo para quem começou a clicar com negativo e cromo e fez um milhar de passageiros. O que é fazer passageiro? Quem tem mais de 45 sabe.

A dois minutos do final do dia do amigo, concluo essa pensata com um verso do Mário Quintana mais popular que chuchu na serra das redes sociais e mais verdadeiro do que a certeza de que me chamo Claudia: “amizade é amor que nunca morre”. Já perdi amigos por causa da distância e de mal-entendidos, mas continuo amando-os como ontem. Meus amigos são a cauda que abana de felicidade e prosperidade a minha vida. Sem eles, tudo seria muito pequeno, improdutivo, não rentável e absolutamente sem crachá.trio1

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4 comentários sobre “Os amigos são a minha cauda longa

  1. Querida Claudia: Admiro as suas conquistas e amo quando você também fala de derrotas e de resiliência. A vida como ela é. Estou me preparando para uma vida sem crachá, inclusive lançando também em agosto meu livro Mulheres de Negócios – Faça sua Empresa Acontecer. É um livro voltado para mulheres que querem abrir empresas ou que querem dar um up nas empresas que já tem. Gostaria de saber se você tem planejado algum evento aqui no Rio de Janeiro capital para lançar o seu livro A Vida Sem Crachá nas bandas cariocas. Assim posso conhecer você ao vivo e a cores. E sem crachá!!! Bjs, Elena Martinis http://www.elenamartinis.com.br

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  2. Caí no seu texto porque me identifiquei com a “chatice de não gostar de datas comemorativas”, em especial o Dia da Mulher. Aí comecei a ler e adorei a analogia da cauda longa com os amigos, e por fim vi que, apesar de eu estar é bem no inicinho da minha estrada com os voluntariados, 80% do suporte veio de amigos que me fizeram acreditar. É muito bacana o que você conta, mas mais ainda o JEITO como você conta. Na certa o seu livro será muito interessante, quem não estará em SP poderá acompanhar aqui pelo blog?
    PS: curioso você citar o dia 25 de agosto, ele também será um marco pra mim, pois estarei escrevendo com ações a fase dois do meu projeto. Que felicidade! Boas energias pra ti, um abraço!

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    1. Luma, obrigada por sua mensagem. Pelo jeito temos várias coisas em comum. Dia 25 é emblemático para mim. No ano passado, nesta data fui demitida de um emprego que amava e onde trabalhei por 23 anos. A partir daí nasceu o projeto da vida sem crachá. Sucesso no seu trabalho com os voluntariados. grande abraço

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