No delta do Jacuípe

Perdi o crachá, mas mantive o ego. Infelizmente. E, confesso, fiquei feliz, emocionada, tocada com as mensagens de queridos, amigos, conhecidos e desconhecidos após a publicação do meu texto no Projeto Draft. Passei o dia respondendo mensagens de carinho e curtindo comentários.
Mas a vida sem crachá ruge e tinha trabalho para fazer. Levei um grupo de hóspedes para passear no rio Jacuípe. Sim, eu sei. Chamo de trabalho o que é lazer, prazer e deleite.
O dia estava meio azul, meio nublado. Perfeito para um grupo com quatro crianças pequenas. Barco funcionou bem. A turma estava feliz. Decidi curtir. Afinal, acordei às 6h30 para o café. Sigo fazendo ” o suco”.
Catei um colete e com um dos hóspedes, fiz a experiência de deixar o corpo ir rumo ao delta. A experiência não foi radical porque o rio, mar e o vento estavam mansos. Foi telúrica. Foi metafísica. Silêncio. Sensação. Percepção. Deixamos nossos corpos navegar até a foz. No ritmo do tempo. Na velocidade da maré. Em silêncio. Em contemplação. Os pés raspavam no chão. Logo não havia risco, nem medo, nem perigo. Havia horizonte. Havia perspectiva. Havia visão. Lembrei das mensagens e relaxei o músculo do pescoço, sempre teso. Respirei e sorri. Quem diria, terça-feira, e eu aqui no rio Jacuípe. Soltei o peso que restava. Fui. Minutos depois, encalhei no delta. Era eu, delta ao quadrado, no cateto da hipotenusa.

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49 comentários sobre “No delta do Jacuípe

  1. Cláudia, acabei sabendo da sua história e do seu livro pelo Facebook e me identifiquei totalmente com ela: mesma idade, mesmo tempo de empresa, executiva, também demitida, o peso que carregava e o peso que tirei das costas, as contas, os planos A, B, C…É difícil a gente renascer nessa idade, mas é possível e isso nos dá ânimo, Obrigada!

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  2. Acabei de ler tua história lá no projetodraft. Embora com trajetórias e momentos de vida diferentes eu me identifiquei muito com a tua redescoberta pós-crachá. Experimento a mesma etapa e uma alegria imensa.

    Tenho algumas idéias que podem se afinar ao teu projeto, gostaria muito de ser uma colaboradora de alguma forma. Vamos marcar um café virtual pelo skype?

    Abs

    Flávia

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  3. Claudia estou vendo sua história, me interessei muito e estou indo comprar o livro e saber um pouco mais,Também estou passando por isto “sem crachá” com esta crise absurda como tantas outras pessoas. Na verdade ainda me sinto perdida, não consegui me encontrar, dei início a um projeto no começo do ano, mas a crise realmente esta afetando também a área escolhida e retornei estaca zero. Agora penso em voltar estudar, mas não consegui ter um projeto só meu, sem ter que precisar no futuro passar por isto novamente. Gostaria muito de poder conversar com pessoas interessantes que tenham valores agregadores e inspiradores para orientar e motivar a novos rumos.
    Obrigada por compartilhar sua história.
    Abs,

    Ana Claudia

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  4. Olá Cláudia! Me emocionei muito com sua história e me identifico com muitos dos sentimentos que você teve ao sair desta empresa que também eu tive oportunidade de trabalhar, por muito menos tempo do que você, mas está reflexão sobre como lidar com a saída e o desapego da experiência anterior para uma vida completamente nova me motiva. Parabéns pelo blog, pelo livro e muito sucesso!

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  5. Oi Cláudia, tudo bem? Vi sua reportagem através do facebook e também me identifiquei. Tinha 19 anos de trabalho na IBM e fui desligada agora no dia 01 de abril (Não é mentira tá?), foi bem na semana da páscoa e me senti como se tivesse sendo crucificada, assim como cristo. Enfim, fiquei muito ansiosa para ouvir de você mais sobre essa nova etapa, porque na verdade, ainda não consegui escrever meu rascunho, ainda estou me questionando sobre o que eu quero e como prosseguir. Também não tenho problemas financeiros, também não sei se quero colocar um crachá novamente, apenas tenho uma certeza, quero voltar a trabalhar e ser feliz profissionalmente, mas no que, não sei.
    Não vejo a hora de você lançar o livro, você vem no rio né? A Bienal seria uma excelente oportunidade, por favor nos avise, quero muito te prestigiar.
    É incrivel como nesse mundo não me canso de conhecer e ler sobre mulheres maravilhosas que encantam e superam as mais diversas situações. Me sinto prestigiada por ouvir sua história, muito obrigada!!
    Assim que puder também vou prestigiar sua pousada, faço questão, mas preciso voltar a trabalhar primeiro.

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    1. Melisa, obrigada por sua mensagem. Espero ajuda-la de alguma forma. Tenho certeza que você não terá dificuldade em encontrar algo muito legal para fazer. O livro será lançado em agosto e se me chamarem para ir à Bienal, claro que irei com enorme prazer. Fique em contato.

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  6. Oi Claudia, sou mais uma que descobriu seu blog através do Projeto Draft. Fiquei apaixonada pela sua prosa e devorei uns 4 posts em uma sentada só. O momento de vida é diferente, mas também estou passando por descobertas semelhantes! Assim com você, tenho um projeto para compartilhar tudo que estou aprendendo e redescobrindo nesse processo. Não vou perder você de vista! 🙂 Parabéns pela coragem e determinação!

    ps – sou uma apaixonada pela Bahia, inclusive casei por aí, em Itacimirim. Onde fica sua pousada?

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  7. Claudia, li há pouco seu artigo. Forte, inspirador. Tomei a liberdade de roubartilhá-lo no meu blog. Mais ainda compartilhei no Twitter. Parabéns pelas verdades ali confessadas sobre o medo e a incerteza, que muitos de nós teimam em negar. E que belo texto. Quando crescer quero escrever assim rss…

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  8. Olá Claudia, realmente sua história é para ser contada e recontada, somos todos vitimados a viver em busca da sobrevivência, correndo atrás de estabilidade financeira e um futuro melhor, assim acabamos nos esquecendo de nós, quem somos e o que realmente queremos ser e fazer. Ai a vida derrepente nos pega na curva, faz uma reviravolta e nos faz parar e rever tudo o que realmente nos é importante e nos da principalmente a oportunidade de mudar. Infelizmente muitos ainda nadam contra a correnteza e ficam paralizados e grudados em um passado que foi bom, mas que no momento já não acrescenta mais nada. Você criou coragem, levantou a cabeça e viu além, o que o horizonte poderia lhe oferecer. Parabéns por sua coragem, força e determinação. Com certeza sua capacidade não ficou presa a um crachá, mas esta grudado em sua pele, coragem e mente e seguirá com você onde quer que vá. Um forte abraço.

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  9. Boa Tarde Claudia.
    Eu li o seu texto no projeto.draft , e como tantos outros, me identifiquei.
    Passei tantos anos na industria ,sendo que o último emprego, eu sai por opção , mas não sem dor.
    Foram alguns anos construindo e contribuindo para uma linha enorme de soluções, que se mostraram boas, pois hoje são as mesmas que compõe a base de produtos daquela empresa.

    Enfim…
    O seu texto me provocou profundas reflexões.
    Hoje continuo a projetar, mas faço de casa e sem crachá.
    Em um País com tantos incertos, cada dia é um desafio.
    Mas estou feliz.

    Vou passar a acompanhar o seu blog.

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  10. Claudia, junto forças com você, e os demais que um dia acordaram sem o crachá, te parabenizo pela sua demonstração de força e te parabenizo mais ainda pela sua capacidade de escrever textos deliciosos, você vai ter que me aturar como leitor assíduo e fã

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      1. Claudia, voltei e li todos os seus artigos, MULHER, parabéns como é gostoso ler o que você escreve, e muito mais ainda, ver que seu plano C (blog) deu muito certo

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  11. Olá Claudia, tudo bem? Você caiu do céu!!! Estava eu procurando algo, uma mensagem, uma frase, ou simples palavras, para dar força para meu marido, que passa por uma situação igual a que você passou. Trabalhou em uma empresa por quase 20 anos, foi escolhido como o profissional do ano pela empresa, ( editora também) e sei que é um profissional exemplar…Enfim!!! Recebeu um aviso que em junho será demitido. Isso , ele recebeu um prazo de validade, risos. Ele está passando por um período super difícil, ter que ir para uma empresa que ama, e sabendo que será demitido. Penso igual você, acho que toda mudança, vem para melhor, só depende de nós. E também creio, que quando a gente reza pedindo a Deus melhoras na qualidade de vida, o universo conspira! Então, sei que vem coisa boa por aí, mas ele não consegue enxergar! E como disse antes, queria um jeitinho de passar isso para ele e naturalmente te encontrei… Obrigada Claudia, de coração1 Bjo grande.

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  12. Claudia, boa noite ! Acabei de ler sua história lá no projetodraft.Apesar de não ter trabalhado 23 anos na mesma empresa eu passei situação bastante semelhante ‘a sua há dois anos e posso imaginar sua sensação. Será que pode me passar o nome do seu livro ? Gostaria de lê-lo o quanto antes. Obrigado

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  13. Adorei seu texto! Parabéns! estou no começo de uma transição profissional. Abri uma empresa (em casa) e presto serviços. Nunca fui executiva, mas faço trabalho de edição de texto em língua inglesa, que é considerado um trabalho “especializado”. Busco mais prazer e menos sofrimento: claro que me cobro, cumpro horários e tarefas, mas não mais no estilo “militar” de bater ponto e se precisar ir ao dentista ou médico parece que está matando alguém…coisas simples ficam complicadas, mal vistas e mal interpretadas> Cuidar da saúde? Não! Tem que trabalhar 12 h por dia e não ter vida além do trabalho.
    Hoje vi este texto, que acho que encaixa perfeitamente como um “complemento” ao seu:
    A triste geração que virou escrava da própria carreira
    RUTH MANUS
    29 Abril 2015 | 11:11
    E a juventude vai escoando entre os dedos.
    Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
    Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
    Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
    Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
    Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
    Frequentou as melhores escolas.
    Entrou nas melhores faculdades.
    Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
    Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
    E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
    Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
    Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
    O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
    O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
    O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
    Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
    Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
    Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
    Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
    Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.
    Mas para a vida, costumava ser não:
    Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
    Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
    Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
    Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
    Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
    Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
    Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.
    Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
    Só não tinha controle do próprio tempo.
    Só não via que os dias estavam passando.
    Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

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  14. Claudia,

    Que historia inspiradora! Certamente algo que tirou sua pele, parece que fez nascer de novo um pele ainda mais vigorosa, dados seus textos, seus projetos!

    Parabéns!!!

    Nunca sigo blogs, mas o seu -definitivamente- irei seguir!!!

    Abraços,

    Débora

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  15. Oi Claudia, acabo de conhecer sua história meio que por acaso, estava vendo um post sobre um assunto completamente diferente no facebook e sua história me chamou atenção.
    Vive há cinco anos e meio uma experiencia bem similar a sua, tinha os mesmo 23 anos de empresa e foi bem difícil de encarar a realidade da rejeição daquela sexta feira a tarde em que fui chamada a sala do chefe para receber a noticia da demissão sem nenhum aviso previo. E minha reação foi identica a sua, só perguntei aonde deveria assinar, dei as costas e sai para as questões praticas.
    Foi duro, mas hoje, ou melhor já há algum tempo sinto que foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido, estou livre para ser feliz fazendo o que gosto, sai da vida de matemática voltada ao mercado financeiro para ser escritora. Mudei tudo, até minha forma fisica e para não dizer que não sinto falta de nada, sinto sim, dos proventos financeiros que hoje são bem diferentes, mas estou feliz e realizada em minha nova vida.
    Gostei muito de conhecer sua histótia e em muito me identifiquei com ela.
    forte abraço e felicidades em sua nova pele.
    Bia Tannuri

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  16. Oi Claudia,
    lendo primeiramente seu texto no Draft e depois outros mais aqui no seu blog, fiquei encantado com a sua história. Principalmente porque passei por algo parecido, também em 2014, meses antes do seu dia D e numa sexta-feira fim de expediente que me rendeu um final de semana e tanto.
    Dessa experiência uma coisa eu conclui: às vezes é preciso perder o chão, a identidade. Pra recompor o quebra-cabeça que nós somos, com peças novas, que no começo parecem que não se encaixam (aliás nem as velhas se encaixam mais). É preciso descobrir onde cada peça precisa estar ou deixar de estar.
    Enfim, é mais um desafio que preciso enfrentar, não aprendemos em nenhuma escola a perder o chão e continuar caminhando. Tem um pequeno trecho de um poema que diz assim: “Que a chuva não nos impeça de ir lá fora e ver as estrelas… Que a vontade de manter os pés no chão, não nos impeça de voar… Porque não se impede um coração sonhador de querer sonhar.”
    Sua história é inspiradora, fica em paz.

    (Estou encantado com a sua pousada, lugar lindo! Entrou pra minha lista de lugares que vou conhecer. Olhando algumas fotos decidi, algum dia estarei por aí kkkkkk).

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  17. Ola Claudia, vi sua história pelo Face, e me identifiquei muito com esse sentimento de perda, não fiquei tanto tempo assim em uma empresa, e também não foi em um cargo tão alto, mas o amor pela profissão era a mesma, a dor de perder algo, foi muito forte, e também me perguntei, do porque eu…e foi em uma época muito turbulenta, pois tinham roubado meu carro em uma semana, fui demitida na outra e me casei 20 dias depois, e até hoje, não consegui me estabilizar normalmente, fiz várias entrevistas, chegando a participar de 6 processos em uma semana, mas o feedback era sempre o mesmo, que precisavam de uma pessoa em um nível menor do que eu estava, e até uma semana atrás, ainda chorei muito, pois essa instabilidade financeira me incomoda, mas como você, comecei a pensar, que tinha que ter outra saída, e então começou a aparecer a oportunidade de voltar a dar aulas e um convite para trabalhar como consultora, confesso que ainda estou com um pouco de medo, porque nunca pensei em ser dona do meu próprio negócio, ainda mando alguns currículos, mas toda vez que mando, vem uma voz interior em me diz para ter fé, mas meu medo ainda me paralisa. Estou concluindo minha formação em coach e me aprofundando nos estudos da PNL, e pretendo exercer essa profissão, e nas aulas, temos que vivenciar as ferramentas, e la descobri, que no meu inconsciente (que na verdade é o que mais quero) era ser uma consultora,,,e esse medo da instabilidade financeira é uma crença negativa…e depois que li sua história, me deu mais coragem de tentar e seguir em frente. Obrigada por compartilhar a sua história, pois ela me fez repensar em muita coisa, e acreditar um pouco mais na minha capacidade de recomeçar de uma forma diferente…muito obrigada mesmo…Te desejo todo sucesso do mundo,,,e muita luz, paz e felicidade…abraços

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    1. Julieta, superobrigada pela sua mensagem. Mesmo. E quer saber, no seu texto dá para ler que você já sabe o que quer. Medo é sadio sentir. Também sinto, porque preciso pagar minhas contas. Mas essa voz interior já te disse tudo. Vai em frente e te desejo muito sucesso. grande abraço

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  18. Parabéns Claudia, seu texto é lindo !! Ele mostra toda sua coragem e força !! Resiliência é uma palavra que está “na moda” mas só quem passou por uma situação adversa e conseguiu superar sabe exatamente o que significa. Que todos seus sonhos se transforem em belíssimos projetos, e que todos seus projetos se tornem realidade. Um grande abraço !!

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  19. Olá Claudia,
    o seu texto é inspirador. Trabalhei na ABRE e fui demitida dia 01.04.15 e apesar do pouco tempo que trabalhei na empresa me identifiquei muito com o que escreveu. Saindo agora daquela sensação “anestesiada” e buscando qual direção seguir… Obrigada por transmitir a sua coragem e determinação. Um grande abraço e muito sucesso na sua nova trajetória!

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