Faça você mesmo

IMG_2011Sim, faça você mesmo. Qualquer coisa. O melhor jeito de trocar de pele rápido é assumir o maior número de funções práticas que antes eram delegadas a outrem. Secretária, assistente, produtor, chefe do almoxarifado, frotas, central do plano de saúde, equipe , jurídico e toda a burocracia que faz parte da vida de uma grande corporação. Enquanto não arrumar outro crachá, experimente a vida como ela é. Fila de banco. Pepinos burocráticos. Conversa com plano de saúde. Pagamento de impostos. É tudo muito chato, eu sei. Mas é a sua vida. E agora, você não pode delegar esse pedaço da sua existência para mais ninguém.

Sempre cuidei de tudo o que era meu. Por isso, esse capítulo não foi um choque. Exceto, claro, quando soube que o Banco Bradesco havia mantido ( com respiração artificial) uma conta trabalho de 1994! Na semana passada, neste meu inferno astral interminável, o banco do senhor Amador Aguiar resolveu me colocar no pau porque nestes 20 anos de não uso eu tinha uma dívida de 600 reais de serviços não utilizados. Ok, como não obedeci minha mãe na adolescência e desisti do Direito para ser jornalista, fiz as contas e achei mais barato pagar sem reclamar.

Passei agora para a fase 2. Para economizar e me sentir útil, comecei a fazer trabalhos manuais. Além dos meus textos, passei a desenhar, consertar e arrumar. Hoje desisti de levar duas cadeiras para o estofador e resolvi fazer eu mesma. Com um tecido lindo da Náutica, comprado na liquidação por 10 reais o metro, forrei a almofada. Mais uma lixa e uma latinha de tinha, pintei as cadeiras e bingo, cadeiras novas, compradas por 100 reais, por mais 20. Melhor que a economia, foi o prazer de ver a minha obra, linda, pronta. Recomendo. Faz bem para a auto-estima. Dá prazer.

Mais um pouco, viro haribô!

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2 comentários sobre “Faça você mesmo

  1. Olá, Cláudia.Descobri você no facebook num post de uma amiga. Achei curioso a frase “vida sem crachá” e resolvi clicar.Te conhecia de nome, já que também sou jornalista. Ao ler seu blog, me senti representada. Pronto, pensei. Uma pessoa que resolveu escrever sobre minha vida atual. No meu caso, não fui demitida. Abandonei minha carreira de jornalista para virar designer floral – uma palavra mais chique para não dizer florista. Sofro hoje pois troquei o dever pelo prazer, mas fiquei sem como me manter. Financeiramente. Triste assim. Mas é a vida, né?! Não podemos ter tudo. Espero poder encontrar nas suas palavras um estímulo para não desistir. Sinto me obrigada a voltar para o d.e.v.e.r…circunstâncias da vida. Tenho um filho de 11 anos. Bom,
    Obrigada por suas palavras! Um abraço, Camilla.

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